Infância Marcada, Adulto Ferido
- Wander Alves

- 30 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 1 de jul. de 2025
As Feridas da Infância e Seus Ecos na Vida Adulta: Um Olhar Psicanalítico
Na psicanálise, aprendemos que o sujeito não nasce pronto — ele é moldado pelas experiências, sobretudo pelas vividas na infância. As primeiras relações, os afetos recebidos (ou ausentes), os silêncios, palavras, gestos, medos e desejos... tudo isso costura o inconsciente e marca profundamente a maneira como cada um se relaciona consigo e com o mundo.
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Há também aquele que se isola quando está triste. À primeira vista, pode parecer apenas introspecção. Mas muitas vezes é o eco da criança que aprendeu a chorar sozinha, a esconder a dor para não ser julgada ou ignorada. O isolamento, nesse caso, não é escolha consciente — é repetição de um afeto que não foi acolhido.
Outro exemplo comum: adultos que cuidam de todos à sua volta, mas se esquecem de si. Costumam ter sido crianças valorizadas apenas por sua utilidade. Foram elogiadas por "ajudarem muito", por "não darem trabalho", e internalizaram que o amor só viria como recompensa por serem funcionais. Com isso, apagam seus próprios desejos e vivem reféns da necessidade de servir para se sentirem amadas.
E o que dizer daqueles que têm dificuldade de se posicionar, que abaixam a cabeça mesmo quando sabem que têm razão? Muitos foram crianças que precisaram silenciar para evitar punições ou rejeições. A palavra reprimida na infância dá lugar, na vida adulta, a um medo profundo do conflito e a uma tendência à submissão como estratégia de sobrevivência emocional.
Esses comportamentos não surgem por acaso. São expressões de conteúdos inconscientes, marcas vivas do passado. Freud nos alertava: “O passado nunca está morto, nem mesmo passou.” O que foi vivido — e especialmente o que foi recalcado — retorna, mascarado, como sintoma. E o sintoma, para a psicanálise, é sempre uma mensagem cifrada do inconsciente, um pedido de escuta.
Lacan aprofunda essa visão ao afirmar que o sujeito é constituído na linguagem e no desejo do Outro. Assim, as feridas emocionais da infância não desaparecem com o tempo — elas se inscrevem no psiquismo e seguem operando, muitas vezes fora da consciência, nos vínculos amorosos, familiares, profissionais e sociais.
A análise psicanalítica não busca apagar o passado, mas dar-lhe novo sentido. Permite ao sujeito reescrever sua história — não como ela aconteceu, mas a partir de um novo lugar: o da escuta, da elaboração e do desejo próprio.
Reconhecer essas dinâmicas não é culpar pai ou mãe, nem viver de memórias dolorosas. É compreender que existe uma lógica subjetiva por trás do sofrimento. E que é possível, com ajuda analítica, deixar de apenas repetir e começar a criar — com mais consciência, com mais liberdade — novas formas de existir.
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