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Desista! Antes de começar.

  • Foto do escritor: Wander Alves
    Wander Alves
  • 30 de abr. de 2024
  • 4 min de leitura

Desista, Antes de Começar: A Arte do Luto na Jornada Humana


“Desista, antes de começar.” Essa frase pode parecer paradoxal à primeira vista. Afinal, somos ensinados desde cedo a persistir, a lutar, a nunca desistir. Mas, e se eu lhe dissesse que, às vezes, a verdadeira coragem reside na capacidade de soltar, de abandonar, de permitir que algo termine?



O Luto: Além da Morte

Quando pensamos em luto, muitas vezes nossa mente vai diretamente à perda de um ente querido. E é verdade, o luto é uma jornada dolorosa após a morte de alguém que amamos. Mas, como psicanalistas, sabemos que o luto é muito mais abrangente. É uma dança entre o que foi e o que é, entre o que poderia ter sido e o que realmente é.


O Luto das Possibilidades

Imagine aquele projeto que você começou com tanta empolgação, mas que, no meio do caminho, percebeu que não era o certo para você. Ou o relacionamento que você insistiu em manter, mesmo quando as estrelas já não brilhavam mais. O luto também está presente nessas situações. É o processo de deixar ir, de aceitar que algumas sementes não germinarão, que algumas histórias não terão finais felizes.


A Arte de Desistir

Desistir não é fraqueza. É sabedoria. É reconhecer que, às vezes, o melhor caminho é voltar atrás, soltar as amarras e permitir que o vento leve embora o que não serve mais. É como podar uma árvore para que ela floresça com mais vigor na próxima estação.


Olhando com os olhos dos Psicanalistas

  1. A Necessidade de Perder para Ganhar:

  • Freud nos ensinou que o ego é resistente à mudança. Desistir de algo familiar, mesmo que doloroso, pode ser assustador. No entanto, é através dessa perda que abrimos espaço para o crescimento e a transformação.

  1. O Inconsciente e o Luto:

  • Jung explorou o conceito do inconsciente coletivo, onde arquétipos e símbolos universais residem. O luto também é um processo arquetípico, uma jornada que todos nós enfrentamos em algum momento. Reconhecer essa conexão profunda nos ajuda a compreender que não estamos sozinhos em nossa dor.

  1. O Papel do Analista:

  • Para o psicanalista, acompanhar o paciente em sua jornada de luto é uma tarefa delicada. É preciso oferecer espaço para a expressão da dor, mas também ajudar o paciente a encontrar significado e ressignificação. O analista é como um guia na escuridão, apontando para as estrelas invisíveis.

  1. O Luto como Processo Criativo:

  • Winnicott viu o luto como um processo criativo. Quando desistimos de algo, liberamos energia psíquica que pode ser canalizada para novas criações. O luto é um solo fértil para a reinvenção de nós mesmos.

  1. A Importância do Ritual:

  • Os rituais de luto têm raízes profundas na psicanálise. Eles nos ajudam a dar forma à nossa dor, a encontrar um lugar para ela. Seja acendendo uma vela, escrevendo uma carta ou visitando um local significativo, os rituais nos conectam ao sagrado da experiência humana.


Portanto, quando pensarmos em desistir, lembremo-nos de que o luto é uma parte essencial da nossa jornada. É através dessa arte de soltar que encontramos espaço para o novo, para a cura e para a renovação.


Como Praticar o Luto Consciente


  1. Reconheça: Pare e olhe para sua vida. O que está pesando? O que não está mais alinhado com quem você é? Reconheça esses momentos de despedida.

  2. Aceite: Aceite que o luto faz parte da jornada humana. Não há crescimento sem perda. Não há renovação sem desapego.

  3. Honre: Honre o que foi. Celebre as memórias, os aprendizados, os sorrisos compartilhados. E, então, solte.

  4. Crie Espaço: Ao desistir, você cria espaço para o novo. Para novas oportunidades, novas paixões, novos começos.



Exemplos de Situações para Desistir


  1. Um Relacionamento Tóxico: Às vezes, insistimos em relacionamentos que nos sugam energia, nos machucam e nos impedem de crescer. Desistir de um relacionamento que não nos faz bem é um ato de amor-próprio.

  2. Um Projeto que Não Flui: Se você está constantemente batendo a cabeça contra a parede em um projeto que não avança, talvez seja hora de desistir. Isso não significa fracasso, mas sim a sabedoria de reconhecer quando algo não está funcionando.

  3. Uma Carreira Insatisfatória: Se você está preso em um trabalho que não lhe traz satisfação, considerar uma mudança de carreira pode ser libertador. Desistir daquilo que não nos realiza é um passo corajoso em direção a uma vida mais autêntica.

  4. Expectativas Irrealistas: Às vezes, temos sonhos e metas que simplesmente não são realistas. Desistir dessas expectativas impossíveis nos permite focar em objetivos mais alcançáveis e significativos.


Desista, Antes de Começar


Às vezes, a maior coragem está em dizer adeus antes mesmo de dar o primeiro passo. É entender que, ao deixar ir, você se abre para um mundo de possibilidades. Portanto, desista, antes de começar. E, quem sabe, você encontrará algo ainda mais incrível no espaço que criou.

Com amor e respeito pelo ciclo da vida, 🌿 Wander Alves

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